quinta-feira, 9 de maio de 2013

Serotonina; o que é isso

A Serotonina é um neurotransmissor
 que conduz a transmissão de
 um neurônio para outro. 

Serotonina é um composto orgânico encontrado primeiramente no sangue. Em 1948 a serotonina foi parcialmente purificada, cristalizada e nomeada. Mais tarde descobriu que a serotonina é amplamente encontrado em toda natureza, assim como em outras partes do corpo além do sangue.

Também foi encontrado Serotonina em picadas de vespa, no veneno do escorpião e em uma variedade de alimentos, tais como abacaxi, banana ameixas, nozes, peru, presunto, leite e queijo. Além disso, a serotonina tem sido encontrada no intestino humano, plaquetas e cérebro.

Serotonina desempenha um papel no organismo é como um neurotransmissor no cérebro. A falta de serotonina no organismo pode resultar em carência de emoção racional, sentimentos de irritabilidade e menos valia, crises de choro, alterações do sono e uma série de outros problemas emocionais.

Para nosso propósito, entendemos que a Serotonina é uma substância chamada de neurotransmissor e existe naturalmente em nosso cérebro. Sua função é conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurônio) para outra. Quimicamente a serotoninaou 5-hidroxitriptamina (5-HT) é uma indolamina, produto da transformação do aminoácido L-Triptofano. 

triptofano, conhecido também como 5-HTP (5-hidroxitriptofano), é um nutriente encontrado em alimentos ricos em proteínas, como carne, peixe, peru e laticínios. Sua importância na psiquiatria deve-se ao fato de ser o precursor direto da serotonina. Atualmente a serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos antidepressivos agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.

serotonina influi sobre quase todas as funções cerebrais, inclusive estimulando o sistema GABA (ácido gamaminobutírico) e, embora seja apenas um, entre centenas de outros neurotransmissores do cérebro, atualmente a serotonina é considerada um dos mais importantes deles. Os níveis de serotonina determinam se a pessoa está deprimida, propensa à violência, irritada, impulsiva ou gulosa.

Assim como a serotonina pode elevar o humor e produzir uma sensação de bem-estar, sua falta no cérebro ou anormalidades em seu metabolismo têm sido relacionado a condições neuropsíquicas bastante sérias, tais como o Mal de Parkinson, distonia neuromuscular, Mal de Huntington, tremor familiar, síndrome das pernas inquietas, problemas com o sono, etc. Problemas psiquiátricos, tais como depressão, ansiedade, agressividade, comportamento compulsivo, problemas afetivos, dentre outros, também têm sido associados ao mau funcionamento do sistema serotoninérgico.

Com essa base fisiológica, alguns pesquisadores afirmam que aumentando-se os precursores naturais da serotonina pode-se, seguramente, elevar seus níveis e aliviar a depressão, dor e o desejo por carboidratos . O triptofano tomado como suplemento dietético pode ser eficaz contra a depressão e completar a ação dos antidepressivos tradicionais.

triptofano pode ser encontrado em altas concentrações na semente de um legume chamado Griffonia simplicifolia, encontrado no Oeste da África. O leite e seus derivados também são fontes de 5HTP, assim como a carne de peru. Outras fontes de triptofano: requeijão, carne, peixe, banana, tâmara, amendoim, todos os alimentos ricos em proteínas.

Serotonina e o Humor
Em meados desse século a medicina começou a suspeitar ser muito provável existirem substâncias químicas atuando no metabolismo cerebral capazes de proporcionar o estado depressivo. Isso resultou, nos conhecimentos atuais dos neurotransmissores e neuroreceptores, muitíssimo relacionados à atividade cerebral.


De fato, alguns neurotransmissores, notadamente a serotoninanoradrenalina e dopamina, estão muito associados ao estado afetivo das pessoas. As pesquisas que inicialmente procuraram embasar a teoria de que a depressão depende (também) de baixos níveis de serotonina, tomaram como ponto de partida a observação de que uma dieta livre de triptofano, a ponto de produzir um pico plasmático muito baixo deste aminoácido, resultava em um estado depressivo moderado (Charney). O triptofano, como vimos acima, é um precursor natural da serotonina.

Também foram realizados testes em pacientes gravemente deprimidos, bem como em pacientes suicidas, constatando-se baixíssimos níveis da serotonina no líquido espinhal dessas pessoas. Assim sendo, hoje em dia é mais correto acreditar que o paciente deprimido não é apenas uma pessoa triste, aliás, alguns deprimidos nem tristes ficam, sendo mais certo acreditar que o deprimido seja uma pessoa com um transtorno da afetividade, concomitante ou proporcionado por uma alteração nos neurotransmissores neuroreceptores.

O transtorno afetivo mais típico é a Depressão com todo seu quadro clínico conhecido, e são vários os fatores que contribuem para sua causa - entre eles destaca-se cada vez mais a importância da bioquímica cerebral. Os quadros ansiosos do tipo Pânico, Fobias, Somatizações ou mesmo a Ansiedade Generalizada são problemas afetivos muito freqüentes, e já se aceita que todos eles tenham como base psíquica as alterações da Afetividade

Os antidepressivos são drogas que aumentam o tônus psíquico melhorando o humor e, conseqüentemente, melhorando o desempenho da pessoa de maneira global. Acredita-se que o efeito antidepressivo se dê às custas de um aumento da disponibilidade de neurotransmissores no SNC, notadamente da serotonina (5-HT), da noradrenalina ounorepinefrima (NE) e da dopamina (DA). Ao bloquearem receptores 5HT2 da serotoninaos antidepressivos também funcionam como drogas antienxaqueca.

O local de ação dos antidepressivos, principalmente os tricíclicos, é no Sistema Límbico aumentando a noradrenalina e a serotonina na fenda sináptica . Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos.
  
Parece haver também, com o uso prolongado dos antidepressivos tricíclicos, uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2, cuja estimulação do tipo feedback inibiria a liberação de noradrenalina. Desta forma, quanto menor o número destes receptores mais noradrenalina estaria disponível na fenda sináptica. Portanto, dois mecanismos relacionados à recaptação; um inibindo diretamente a recaptação e outro diminuindo o número dos receptores. Importa, em relação à farmacocinética dos antidepressivos tricíclicos, o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos.

Será, portanto, nos sistemas noradrenérgico o serotoninérgico do Sistema Límbico o local de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

De modo geral a serotonina regula o humor, o sono, a atividade sexual, o apetite, o ritmo circadiano, as funções neuroendócrinas, temperatura corporal, sensibilidade à dor, atividade motora e funções cognitivas.

Para se ter uma noção da influência bioquímica sobre o estado afetivo das pessoas, basta lembrar dos efeitos da cocaína, por exemplo. Trata-se de um produto químico atuando sobre o cérebro e capaz de produzir grande sensação de alegria, ou seja, proporciona um estado emocional através de uma alteração química. Outros produtos químicos, ou a falta deles, também podem proporcionar alterações emocionais.

Por outro lado, os Transtornos da Ansiedade, principalmente o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e o Transtorno do Pânico, também estariam relacionados à Serotonina, tanto assim que o tratamento para ambos também é realizado às custas de antidepressivos, os quais aumentam a disponibilidade de Serotonina no Sistema Nervoso Central. Nesses estados ansioso, um outro neurotransmissor, a noradrenalina, também estaria diminuído.

A ação terapêutica das drogas antidepressivas tem lugar no Sistema Límbico, que é o principal centro cerebral das emoções. Este efeito terapêutico é conseqüência de um aumento funcional dos neurotransmissores na fenda sináptica (espaço entre um neurônio e outro), principalmente da norepinefrina e/ou da serotonina e/ou da dopamina, bem como alteração no número e sensibilidade dos neuroreceptores. O aumento de neurotransmissores na fenda sináptica pode se dar através do bloqueio da recaptação desses neurotransmissores no neurônio pré-sináptico (neurônio anterior) ou ainda, através da inibição da enzima responsável pela inativação destes neurotransmissores, a Monoaminaoxidase (MAO). Serão, portanto, os sistemas noradrenérgico, serotoninérgico e dopaminérgico do Sistema Límbico os locais de ação das drogas antidepressivas empregadas na terapia dos transtornos da afetividade.

Mas não é apenas a concentração e quantidade de neurotransmissores as responsáveis pelos transtornos do humor. Cada vez mais se constata o envolvimento dos receptores (quantidade e sensibilidade) desses neurotransmissores na origem da Depressão, assim como na sintomatologia da Ansiedade. Parece ser este um importante ponto de partida para a identificação, diagnóstico e terapêutica desses dois fenômenos psíquicos (ansiedade e depressão) (Bromidge e cols, 1998, Kennett e cols, 1997).

No Sono 
Baixos níveis de serotonina estão também relacionados com alterações do sono, tão comuns em pacientes ansiosos e deprimidos. A serotonina é a mediadora responsável pelas fases III e IV do sono. A diminuição da latência da fase REM (Rapid Eyes Moviment) do sono, de indiscutível ocorrência na depressão unipolar e no transtorno obsessivo-compulsivo, se deve ao desequilíbrio entre a serotonina e acetilcolina. Os antidepressivos recaptadores de serotonina servem para restabelecer a chamada arquitetura do sono dos pacientes depressivos, ansiosos e até dos dependentes de hipnóticos (Lehkuniec).


Como vimos, as alterações do sono dos transtornos ansiosos e do humor, normalmente insônia, deve-se ao desequilíbrio entre a serotonina e um outro neurotransmissor, a acetilcolina e o tratamento com antidepressivos pode melhorar a qualidade do sono. Outro efeito muito útil dos antidepressivos é em relação ao tratamento de pessoas dependentes de medicamentos hipnóticos (para dormir), já que estes podem proporcionar um certo desequilíbrio na acetilcolina.

Na Atividade Sexual
serotonina apresenta um efeito inibidor sobre a liberação de hormônios sexuais (gonadotrofinas) pelo hipotálamo, e conseqüente diminuição da resposta sexual normal. A diminuição farmacológica da serotonina, seja através de medicamentos ou por competitividade aminérgica, facilita a conduta sexual. Isso quer dizer que quanto mais serotonina menos hormônio sexual, menos atividade sexual, portanto, alguns antidepressivos que aumentam a serotonina acabam por diminuir a atividade sexual.


No Apetite
A vontade de comer doces e a sensação de já estar satisfeito com o que comeu (saciedade) dependem de uma região cerebral localizada no hipotálamo (núcleo hipotâlamico ventro-medial). O efeito hipotâlamico ventro-medial da serotonina é altamente específico apenas para os hidratos de carbono, necessitando de outros co-fatores centrais e periféricos para agir sobre os outros alimentos, como as proteínas e lípides.


Portanto, com taxas normais de serotonina a pessoa sacia-se mais facilmente e inibe mais facilmente a ingestão de açúcares, sente-se satisfeita com mais facilidade e tem maior controle na vontade de comer doce. Havendo diminuição da serotonina, como ocorre na depressão, a pessoa pode ter uma tendência ao ganho de peso. Por isso os medicamentos que aumentam a serotonina estão sendo cada vez mais utilizados nas dietas para perda de peso (sibutramina, por exemplo). A própria fluoxetina, usada para o tratamento da depressão através do aumento da serotonina, também costuma proporcionar maior controle da fome (notadamente para doces).

Assim, se por um lado a baixa de serotonina resulta em ganho de peso, o excesso de serotonina, por outro lado, pode produzir anorexia (Blundell). Apesar disso, os agonistas da serotonina com ação direta sobre os neuroreceptores da serotonina (serotoninérgicos) do tipo 5-HT1A (8-OH-DPAT) produzem aumento do apetite (hiperfagia) por estímulo de outros neuroreceptores (auto-receptores), diminuindo a liberação de serotonina. Este pode ser o mecanismo responsável pela anorexia que se observa em alguns casos de depressão ou da Anorexia Nervosa (López-Mato).

Outras Funções
Também na regulação geral do organismo a Serotonina tem um papel importante. A Serotonina é um dos principais neurotransmissores do núcleo supraquiasmático hipotalamico, regulador central de todos os ritmos endógenos circadianos. Influi assim, na regulação do eixo hipotálamo-periférico.


A temperatura corporal, por exemplo, controlada que é no Sistema Nervoso Central(SNC) recebe uma influência muito grande dos níveis de serotonina. Isso talvez possa explicar porque algumas pessoas têm febre de origem emocional, predominantmente as crianças. A serotonina produz um efeito duplo sobre a temperatura corporal, de acordo com o tipo de neuroreceptor estimulado. O neuroreceptor 5-HT1 reduz a temperatura corporal (hipotermia) e o neuroreceptor 5-HT2, ao contrário, eleva a temperatura (hipertermia). É durante a fase de ondas lentas do sono que se produz o pico mínimo da temperatura corporal.

Também interfere no limite da sensação de dor. A serotonina é um modulador das vias senso-perceptivas, as quais também transmitem ao cérebro a sensação de dor. A depressão diminui o limiar de recepção à dor e a administração de agonistas (imitadores biológicos) da serotonina produz analgesia em animais de laboratório.

Algumas doenças caracterizadas por dores de tratamento difícil podem ser muito beneficiadas com medicamentos que aumentam a serotonina. É o caso, por exemplo, da enxaqueca, das lombalgias (dores nas costas) e outros quadros de dor inespecífica. É bem conhecido o efeito dos antidepressivos tricíclicos, especialmente de a Amitriptilina, para controle dos casos de dor psicogênica.

FONTE: Ballone GJ, Moura EC -  in. PsiqWeb, 

Serotonina, Noradrenalina e Dopamina


Sabe-se que a hiperatividade da noradrenalina ocasiona ansiedade e inquietação e os medicamentos capazes de aumentar sua atividade melhoram muito os quadros de depressão com apatia, desinteresse e lentidão psicomotora. A dopamina, por sua vez, parece estar ligada a diminuição ou falta de iniciativa, à perda do dinamismo, ao cansaço e a sensação de prazer, ao mesmo tempo em que a serotonina estaria relacionada ao comportamento impulsivo, a emoção, ao sofrimento, à violência, ao sentimento de culpa e às condutas adictivas (de dependência).

Neurônios da Serotonina 
Existem cerca de 10 bilhões de neurônios no cérebro humano e, muito possivelmente, 250 mil deles pertence ao sistema serotoninérgico. Esses neurônios estão principalmente distribuídos nos núcleos da rafe e no mesencéfalo. 

O processo de despolarização no neurônio pré-sináptico promove a expulsão de serotonina (5-HT) para a fenda sináptica e para o espaço extracelular cerebral. A serotonina liberada pode ativar tanto pré quanto pós-sinápticos, sendo que os últimos estão localizados no neurônio-alvo e os primeiros no mesmo neurônio de onde saiu a serotonina (auto-receptores).

Esses receptores determinam um número de eventos intracelulares responsáveis por muitos efeitos biológicos. As múltiplas ações da serotonina são explicadas pela interação dessa com algum subtipo de receptor. Ativados, esses neuroreceptores produzem inibição da adenilciclase. O receptor 5-HT1A encontra-se igualmente envolvido no fluxo de íons.


Tratamento para Depressão Infantil e Distimia
Hoje se aceita que a melhor orientação terapêutica para a Depressão é a combinação da psicoterapia e da farmacoterapia. As principais técnicas de psicoterapias usadas são:

Terapia Cognitiva. É calcada na tentativa de corrigir distorções cognitivas presentes no transtorno depressivo, isto é, procura corrigir esquemas de pensamento falhos próprios dos deprimidos. Os principais objetivos da terapia cognitiva são: aliviar sintomas por correção dos pensamentos viciosos da depressão, identificar cognições autodestrutivas e modificar esquemas de pensamentos errôneos. 

Terapia Comportamental. Baseia-se na hipótese de que padrões de comportamentos mal-adaptativos, próprios dos deprimidos, resultam acabam resultando no mau relacionamento com a sociedade em geral e, em particular, com a família. Ao tratar dos comportamentos mal adaptativos os pacientes aprendem a se relacionar com o mundo à sua volta de modo mais harmônico.

Distimia
A Distimia é um transtorno afetivo crônico caracterizado por humor deprimido (ou irritável em crianças e adolescentes) durante a maioria dos dias. É comum pessoas com Distimia serem consideradas "mal humoradas", normalmente com um padrão comportamental considerado sarcástico, rabugento, exigente e queixoso.

A doença afeta 3 a 5% da população geral; 30 a 50% dos pacientes em clínicas psiquiátricas gerais. A prevalência é de 8% em adolescentes jovens e de 5% em meninos e meninas, e mais comum em mulheres do que em homens.

Freqüentemente a Distimia coexiste com outros transtornos emocionais e psicossomáticos, sendo freqüente as alterações dos padrões de sono, de apetite, baixa auto-estima, pessimismo, perda de energia, retardo psicomotor, diminuição do impulso sexual e preocupações exageradas com relação a sua própria saúde.

Depressão Infantil 
Devido à diversidade dos locais onde os estudos são realizados e das populações observadas, vários índices de prevalência têm sido estabelecidos para a depressão na infância. Estudos norte-americanos revelam uma incidência de depressão em aproximadamente 0,9% entre os pré-escolares; 1,9% nos escolares e 4,7% nos adolescentes. A estabilidade dos sintomas depressivos tem sido mais pronunciada nos meninos que nas meninas.

Apesar da tamanha importância da depressão da infância e adolescência em relação ao suicídio, às dificuldades na escola, no trabalho e no ajuste pessoal, dificuldades que podem continuar por toda vida adulta, esse quadro não é devidamente diagnosticado.

A maioria das crianças maiores e dos adolescentes apresenta a Depressão de forma atípica, escondendo seus sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. Entretanto, apesar da maioria manifestar a Depressão atípica, algumas podem apresentar sintomas clássicos, como a tristeza, ansiedade, mudanças no hábito alimentar e no sono, etc.


Efeito Placebo
Veja um trecho do artigo de Eduardo Moraes Baleeiro sobre o Efeito Placebo: "Fumento, em artigo jornalístico publicado no "Chicago Tribune", chama atenção de como a mídia jornalística e a intervenção dos processos advocatícios interferem no adoecer. 

Na sociedade norte-americana, intensa e abusivamente, os advogados com processos contra o médico e seus procedimentos, com o pensamento puramente mercantilista, visando a lucros financeiros para os seus clientes, interferem, de uma maneira muito clara, no desencadeamento do fenômeno nocebo, em função de uma expectativa negativa: quanto pior o resultado médico, quanto mais doença e seqüelas, maior o lucro financeiro. 

Nesse artigo do "Chicago Tribune", é abordada a questão da complicação dos implantes de silicone na plástica de seios. Durante mais de 30 anos, as mulheres viveram felizes e realizadas após cirurgia plástica com implante de silicone, até que alguns poucos casos evidenciaram complicações reais, que foram tratadas, bombasticamente, pela imprensa leiga, e inúmeras mulheres passaram a adoecer. 

O pior veio depois, quando a perspectiva de lucros financeiros indenizatórios contra os fabricantes das próteses foi estimulada largamente pelos advogados. Um escritório de advocacia publicou o seguinte anúncio: "US$ 100.000 ou mais esperam por você, se você tem implante de silicone nos seios." Trata-se do nefasto e indesejado lucro secundário, que tem origem na expectativa do paciente, na de seus familiares e na interferência sociocultural.

Aqui no Brasil, em que a indústria de indenizações estimuladas pelos advogados ainda não chegou ao nível do que ocorre nos Estados Unidos, observa-se uma crescente preocupação com esse nefasto procedimento, desencadeando o fenômeno placebo em inúmeras questões médico-trabalhistas. 

Bellamy, em artigo que estuda as recompensas financeiras como fator do adoecer - fenômeno nocebo - discute diversas dificuldades que afligem os ortopedistas, principalmente em relação à dor, em que o efeito placebo é o mais marcante entre todos os sintomas da clínica médica e, no reverso da medalha, o mais sujeito ao fenômeno nocebo. Em brilhante conferência sobre LER, lesões por esforço repetitivo, um experiente ortopedista da área médico-trabalhista afirmou não ter visto, uma vez sequer, um trabalhador autônomo da área de digitação apresentar LER, doença típica dos profissionais dessa área.

Fator importantíssimo e básico para a moderna psicologia médica é a relação médico x paciente para a solução do processo terapêutico. É nessa relação que as expectativas e as fantasias, otimistas ou pessimistas, acarretam os fenômenos placebo e nocebo. 

Cultural e socialmente, a relação médico x paciente, no Brasil, é comprometida em função dos planos de saúde intermediando a relação paciente x processo terapêutico, freqüentemente gerando o fenômeno nocebo. Os pacientes que têm planos de saúde passam a adoecer, somatizando mais, para mais usar os recursos médicos desses planos, uma vez que eles os pagam mensalmente, aumentando, assim, o número de consultas, de procedimentos diagnósticos e da medicalização.

Imagine-se que a expectativa negativa atinge, cada vez mais, grande número de pessoas, desempregadas ou com perda do seu poder aquisitivo, fenômeno freqüente no Brasil de hoje, quando, privados de seus planos de saúde, vêem-se na perspectiva negativa e pessimista de depender do sistema médico do SUS. 

Outra perspectiva sombria é a relação médico x paciente no sistema manage care que, aos poucos, vem sendo introduzido no Brasil. Observação norte-americana em relação ao manage care mostra que esse método, com a tentativa de diminuir artificialmente o procedimento médico, tem tido nítido efeito nocebo, pois os pacientes que estão sujeitos a esse tipo de relacionamento precisam piorar bastante, porque somente os mais doentes têm o privilégio do atendimento médico (ressalte-se tamanho absurdo, da necessidade de piorar bastante para almejar esse tipo de atenção - comentário nosso).

Faz-se aqui a reprodução do que Baleeiro escreveu em breve artigo sobre o placebo: "para Balint, pai da moderna psicologia médica, através de sua valorização na relação médico x paciente, o melhor medicamento é o próprio médico. É o médico, portanto, que nomeia a atuação terapêutica do placebo, bem como empresta a qualquer droga (com princípio farmacológico ativo), no uso clínico corrente, um efeito placebo importante".

Ao concluir essas observações sobre o efeito placebo e nocebo, ratifica-se o que já foi dito: o que distingue fundamentalmente o placebo do nocebo é a qualidade da expectativa, se otimista ou positiva, ao contrário da outra situação em que predomina a expectativa pessimista ou negativa. O que gera esse antagonismo é o amor e o ódio que permeiam a relação médico x paciente, como toda e qualquer relação humana. Freud afirmou que o amor e o ódio são as faces opostas de uma mesma moeda.



FONTE: psiqweb

Conheça sete funções da serotonina no organismo


Ela regula sono, humor, 
apetite e ainda ajuda a 
combater a enxaqueca

Os neurotransmissores representam os mensageiros do cérebro. Eles são substâncias químicas que permitem que os neurônios passem sinais entre si e para outras células do corpo, o que os torna importantíssimos em nossas funções vitais. Há muitas funções e muitos neurotransmissores, mas um deles merece destaque: a serotonina. 

A serotonina é um neurotransmissor produzido no tronco encefálico, no núcleo da rafe, e desempenha papel em muitas partes do organismo. Embora, lembra a neurologista Rosa Hasan, do Hospital São Luiz, todas as suas áreas de atuação ainda estejam sendo descobertas pela neurociência, estudos já apontam alguns lugares onde esse neurotransmissor age. Confira alguns deles.  

Regulação do sono
A serotonina é responsável pelo estado de vigília de nosso cérebro, ou seja, ela que nos deixa em alerta. Para que uma pessoa tenha um sono adequado, ela age de duas formas diferentes. A princípio, regula a primeira fase do sono, chamada de "sono lento". No entanto, explica a neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares, da Unifesp, para que a fase mais profunda aconteça - o sono REM -, esse neurotransmissor deve estar inibido.

Depressão e outros distúrbios de humor 
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a depressão não significa, exatamente, a falta de serotonina em nosso organismo. A crença talvez tenha vindo da efetividade da ação de antidepressivos que aumentam a disponibilidade do neurotransmissor no cérebro. A neurologista Dalva Lucia Poyares explica que, na verdade, o que acontece em casos de depressão, ansiedade e outros distúrbios afetivos, é que a transmissão de serotonina não está tão efetiva quanto deveria.  

"Alguns antidepressivos atuam inibindo seletivamente a recaptação da serotonina, aumentando dessa forma a quantidade dela nos espaços entre os neurônios, facilitando a neurotransmissão. Isso faz com que a pessoa tenha o seu humor melhorado, diminuindo também a ansiedade e irritabilidade", pormenoriza o neurologista Roberto Godoy, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. "O remédio não vai fazer produzir serotonina, ele vai fazer com que ela não seja degradada. Ele funciona como inibidor da recaptação", completa a neurologista Rosa Hasan.

Enxaqueca 
Hoje, uma das chaves do tratamento da enxaqueca está na serotonina. Os remédios usados para tratar as dores - geralmente antidepressivos - influem nos receptores da serotonina, diminuindo a sua recaptação. Com isso, a disponibilidade do neurotransmissor aumenta e, com ela, a disposição do indivíduo. Mais disposto, as dores aliviam. Isso acontece porque, esclarece o neurologista Leandro Cruz, da Faculdade de Ciência Médicas e da Saúde de Juiz de Fora, a serotonina é importante reguladora das vias sensoriais de nosso corpo, inclusive da via dolorosa. Quando há diminuição da recaptação, os estímulos também caem, o que leva à amenização da dor. 

No entanto, esse tipo de tratamento não deve ser usado em qualquer caso. A neurologista Rosa Hasan conta que a medicação deve ser ministrada quando o paciente tem crises constantes, já que o remédio atua de forma preventiva.  

A serotonina é um dos neurotransmissores responsáveis pelo humor. Estando com transmissão inadequada, é natural que o indivíduo se sinta irritado, mal-humorado, ansioso, impaciente, irritadiço, propenso a chorar etc. Melhorando a qualidade da transmissão, logo existe o alívio deste quadro. O nível adequado de transmissão evita também casos de agressividade, já que o neurotransmissor está ligado ao controle de impulsos em nosso sistema límbico. 

Saciedade 
A relação entre saciedade e serotonina acontece em nosso hipotálamo. Em níveis normais de transmissão, o indivíduo se alimenta normalmente. No entanto, lembra o neurologista Leandro Cruz, pessoas com transmissão abaixo da média acabam abusando de doces e massas para se sentirem satisfeitas. Perceba que isso acontece com frequência em pessoas que declaram estar tristes, estado também ligado à transmissão ineficiente. 

Essa relação existe porque, segundo a neurologista Ana Crippa, a serotonina é responsável pelo chamado estado de vigília quieta, diretamente relacionado à saciedade. Esse estado previne a fome e a atividade sexual. 

Atividade sexual 
Embora muitos o chamem de "neurotransmissor do prazer", em excesso, a serotonina atrapalha o desempenho sexual. Segundo o neurologista Leandro Cruz, essa relação acontece no hipotálamo. Quando há transmissão intensa, a libido cai, chegando a interferir no orgasmo de ambos os sexos. 

Essa relação acontece, por exemplo, quando um indivíduo toma antidepressivos, que melhoram a transmissão da serotonina em nosso cérebro e, logo, diminuem a libido. A neurologista Dalva Lucia Rollemberg Poyares lembra que, muitas vezes, antidepressivos são ministrados para pacientes com ejaculação precoce. 

TPM 
Existe a hipótese de que os sintomas da TPM também estejam ligados à baixa transmissão de serotonina em nosso cérebro. Segundo o neurologista Roberto Godoy, além dos sintomas clássicos de irritação, existe, ainda, uma relação da serotonina com as cólicas. É ela a responsável por contraturas uterinas, ou seja, espasmos, que podem causar as indesejáveis cólicas e dores da TPM. "Entre as várias formas de tratar-se a TPM, medicações que regularizam o nível de serotonina também podem ser usadas", arremata. 

FONTE: Minha vida

Serotonina













A serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade a dor, movimentos e as funções intelectuais.
Quando ela encontra-se numa baixa concentração pode levar ao mal humor, dificuldade para dormir e vontade de comer o tempo todo, por exemplo, e uma das formas de aumentar a concentração se serotonina na corrente sanguínea é consumir alimentos ricos em triptofano, outra é praticar exercícios físicos com regularidade.
Sintomas da serotonina baixa
A baixa concentração de serotonina no organismo pode levar ao aparecimento de sintomas como:
  • mau humor de manhã;
  • sonolência durante o dia;
  • inibição do desejo sexual;
  • vontade de comer doces;
  • comer a toda hora;
  • dificuldade no aprendizado;
  • distúrbios de memória e de concentração;
  • irritabilidade;
  • cansaço;
  • ficar sem paciência facilmente.
Alimentos para aumentar a serotonina
Alguns alimentos ricos em triptofano que servem para aumentar a taxa de serotonina no organismo, são:
  • chocolate preto;
  • vinho tinto;
  • banana;
  • abacaxi;
  • tomate;
  • carnes magras;
  • leite e seus derivados;
  • cereais integrais;
  • castanha do Pará.
Alimentos como estes devem ser consumidos diariamente, em pequenas proporções, várias vezes ao dia. Um bom exemplo disso, é tomar uma vitamina de banana com castanha do Pará no café da manhã, comer um peito de frango grelhado com salada de tomate no almoço e tomar 1 taça de vinho tinto após o jantar.
FONTE:  Tua saude

terça-feira, 7 de maio de 2013

Alimentos que combatem a depressão



A depressão é uma enfermidade que pode ter como vítimas crianças, adultos e idosos independente do sexo, ou seja, tanto homem quanto mulher podem sofrer com a depressão em todo o mundo. A pessoa que se encontra no estado depressivo geralmente se sente sem energia, sem interesse algum, desanimada e sem vontade para fazer as atividades mais comuns do dia-a-dia, além de provocar sintomas físicos, como dor de estômago e dor de cabeça. De acordo com alguns especialistas, o cérebro humano realiza a produção de substâncias que são denominadas de neurotransmissores que tem a capacidade de controlar as diferentes funções cerebrais, e um destes neurotransmissores é a serotonina, a qual é responsável por proporcionar ao cérebro a sensação de bem-estar, de regular o humor e de proporcionar a sensação de saciedade.

Assim, uma boa alimentação é essencial para a produção de serotonina, o que consequentemente melhorará o bom humor e no combate a depressão. É válido ressaltar que a alimentação saudável e equilibrada não substitui o tratamento da depressão, ou seja, a boa alimentação deve ser unida a intervenção terapêutica e medicamentosa. Mas para que a serotonina proporcione benefícios para a pessoa que sofre com depressão é preciso que determinados alimentos passem a fazer parte de sua rotina diária de alimentação, por este motivo, veja logo abaixo quais são estes alimentos, quais são os alimentos que combate a depressão:

-Frutas: Diversas frutas ajudam a pessoa com depressão, como a mexerica, a banana, o mamão, o abacate, a melancia e o limão, sendo estas frutas fonte de triptofano, um aminoácido que auxilia na produção de serotonina. Desta forma, a ingestão destas frutas é indicada entre 3 a 5 porções diárias.

-Maçã e laranja: Estas duas frutas ganham maior destaque em relação às outras por conter ácido fólico, substância que possui relação com menor prevalência dos sintomas da depressão. Além disso, contam com maior quantidade de vitamina C que ajuda no funcionamento do sistema nervoso, ajuda no combate do estresse, garante energia e evite a fadiga.

-Castanha-do-Pará, amêndoas e nozes: Estes alimentos são fonte de selênio, um poderoso agente antioxidante, o qual auxilia na redução do estresse e nos sintomas da depressão. De acordo com especialistas, a quantidade diária recomendada é de 2 a 3 unidades de castanhas-do-Pará ou cinco unidade de nozes ou de 10 a 12 unidades de amêndoas. No entanto, saiba que dá para fazer um mix destas oleaginosas.

-Iogurte e leite desnatado: São ótimas fontes de cálcio e mineral, sendo este último responsável por eliminar a tensão, enquanto o cálcio fica responsável pela diminuição e controle da irritabilidade e do nervosismo, participando das contrações musculares, na transmissão de impulsos nervosos, na contração dos batimentos cardíacos e na regularização da pressão arterial.

-Banana e abacate: A banana é uma fruta fonte de carboidrato, magnésio e potássio, além de vitamina B6, a qual é responsável pela produção de energia. Já o abacate é uma fruta é outra opção, sendo que o indicado é consumir aproximadamente 2 colheres de chá da polpa de abacate sem adição de açúcar ou adoçante antes de se deitar.

-Carnes magras e peixes: São fontes de proteínas e contam com tripofano, substância que auxilia no combate da depressão, que ajuda na melhora do humor, que tem a capacidade de diminuir a sensação de dor, que reduz o apetite, que cria a sensação de prazer e bem estar, que induz o sono e que relaxa.

-Mel: Este alimento é um ótimo estimulante de serotonina, assim saiba que 2 colheres de sobremesa por dia é a quantidade suficiente.

-Centeio e aveia: Ambos são fonte de vitaminas do complexo B e vitamina E, tendo a capacidade de combater a depressão e ansiedade, sendo assim recomendado a ingestão de 3 colheres de sopa bem cheia por dia.

-Ovos: É rico em niacina e tiamina, vitaminas do complexo B que auxiliam no bom humor. É recomendada a ingestão de aproximadamente uma unidade por dia, mas para as pessoas que possuem colesterol alto é importante controlar o seu consumo, principalmente na versão frita.

-Soja: Este é um alimento fonte de magnésio, o segundo mineral encontrando em abundância no organismo humano, o qual tem a função de proporcionar energia para as células do organismo, e quando há deficiência deste mineral, pode ocorrer falta de energia. Também auxilia na redução da fadiga, aumenta os níveis de energia, combate o estresse principalmente quando combinado com o cálcio.

-Folhas verdes: Estes tipos de alimentos contam com grande quantidade de folato, vitamina do complexo B que tem associação com a prevalência de sintomas depressivos. Onde encontrar este substância? Em hortaliças de folhas verdes escuras, como alface, brócolis, espinafre e outros. A sua ingestão indicada é de aproximadamente 3 a 5 porções diárias.

-Carboidratos complexos: Estes auxiliam o organismo na absorção do triptofano, o qual estimula a produção de serotonina. É possível encontra-lo em pães, no trigo, no arroz, em massas em geral, e outros alimentos. Sua ingestão recomendada é de aproximadamente 9 refeições diários, no máximo.


FONTE: SITUADO NET



Dieta e depressão


Uma dieta rica em alimentos com triptofano é a opção mais natural para combater a depressão. Por isso, os indivíduos deprimidos devem aumentar o consumo de:

Produtos a base de soja;
Peixes e frutos do mar;
Vísceras;
Açúcar mascavo;
Frutas secas;
Carboidratos como pães, masssas e arroz;
Vitaminas do complexo B e ômega 3;
Óleos de linhaça e canola;
Cereais integrais e
Vegetais de folhas verde escuro.

O triptofano é um precursor da serotonina, uma substância que regula o humor e possui diversas funções no organismo. Quantidades muito baixas de serotonina no cérebro pode levar à vontade comer doces, comer a toda hora, ficar facilmente irritado e com mau humor.

Além do consumo desses alimentos, outras dicas importantes para superar a depressão são:

Tomar devidamente os remédios prescritos pelo médico:
Pegar sol diariamente e
Ser seguido por um psicoterapeuta.

A depressão é uma doença séria e necessita de tratamento. Suspeite da doença se sentir-se sempre desmotivado, sem forças, triste e se acha que já não vale a pena viver.

Fazer alguma atividade física, conversar sobre coisas alegres e adotar um novo estilo de vida, também são dicas importantes para vencer a depressão definitivamente.

FONTE: TUA SAUDE


Alimentos anti-estresse
combatem a depressão 
e a ansiedade

Conheça algumas opções capazes de melhorar seu ânimo e vitalidade
Mulheres que são mães, donas de casa e profissionais, tudo ao mesmo tempo. Homens bem sucedidos e que praticam esportes como atletas. Crianças que além das provas, ainda possuem muitas atividades após as aulas. Adolescentes em fase de vestibular. Com essa vida corrida é inevitável sentir os efeitos da pressão. No entanto, existem maneiras de amenizar estes sintomas. Que tal aliviar o stress através da alimentação? Existem alguns alimentos que podem ajudá-lo! 

Alface: substâncias encontradas principalmente nos talos das folhas como a lactucina e lactupicrina, atuam como calmantes naturais. 

Espinafre e brócolisprevinem a depressão. Contêm potássio e ácido fólico, importantes para o bom funcionamento das células, assim como o magnésio, o fosfato e às vitaminas A e C e ao Complexo B, que garantem o bom funcionamento do sistema nervoso. 

Peixes e frutos do mardiminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio, que agem diretamente no cérebro. Cereais integrais e chocolate (com moderação) também são ótimas fontes de zinco. O selênio também pode ser encontrado no atum enlatado e na carne de peru. 

Laranjapromove o melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular, ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. A fruta é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B. A ingestão de vitamina C inibe a liberação de cortisol, principal hormônio relacionado ao estresse no corpo. 

Castanha-do-parámelhora sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. Também é rica em selênio, um poderoso agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária recomendada de 350mg. 

Alimentos ricos em vitaminas do complexo B: Quando o estresse está presente, o corpo utiliza a glicose desordenadamente, consumindo então as proteínas do músculo como fonte de energia. O ideal então é se alimentar de alimentos ricos em carboidratos complexos e uma dose extra de proteína magra como: leite em pó, queijo minas, amêndoas e carne que contém vitamina B12; ovo, leite, banana, aveia, batata, ricos em vitamina B6. 

Maracujá: Ao contrário do que diz a crença popular, a fruta não é calmante, mas sim suas folhas. As folhas contêm alcalóides e flavonóides, substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), o conjunto do cérebro com a medula espinal, responsável pela sensibilidade e pela consciência. Por isso, elas atuam como analgésicos e relaxantes musculares. 

FONTE: VIVA VIDA / DANIELA CYRULIN


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Negros sofrem mais do que os brancos, dizem especialistas












A Segunda Mostra Nacional de Práticas em Psicologia, que aconteceu em São Paulo no mês de setembro, dedicou boa parte de seu tempo a discutir o papel do negro na psicologia e as idiossincrasias em torno de seu atendimento. Palestrante do seminário, a cineasta carioca e ativista do movimento em defesa do orgulho negro, Janaína Oliveira, fez uma polêmica declaração. Para ela, o racismo historicamente imposto à população negra no Brasil é a principal causa do sofrimento psíquico, que afeta muito mais os negros do que os brancos.

O objetivo da palestra de Janaína foi sensibilizar os psicólogos para um atendimento mais adequado a essa população, que, aos poucos, passa a ter acesso a esses profissionais que cada vez mais atuam em serviços públicos de saúde mental, como os Centros de Atendimento Psicossocial (CAPs).

“O Brasil é extremamente racista, os negros sofrem todo tipo de racismo, sendo desfavorecidos no acesso à saúde, à educação, ao mercado de trabalho”, destacou Janaína. “Quando não consegue entrar na faculdade, por exemplo, tende a se achar incapaz de passar num vestibular. Do mesmo modo, se sente culpado por não obter um bom emprego, quando na verdade é o racismo que cria condições desiguais de acesso.”

Segundo a cineasta, essa cobrança por melhores resultados num contexto desfavorável, de racismo e discriminação, aumenta a angústia e sofrimento psíquico dos negros. “Os psicólogos devem ser sensibilizados para a questão e ser capacitados para atender a essa população de maneira mais apropriada”, afirmou.

A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, promulgada em 2008, é referência para políticas públicas do setor. Segundo o documento, os negros têm o direito ao atendimento psicológico permanente do nascimento ao envelhecimento. “Muito embora os movimentos negros comecem a fortalecer a luta por esses direitos, eles ainda nem começaram a sair do papel”. No evento, Janaína recebeu o prêmio Paulo Freire, que reconhece o trabalho de pessoas que se dedicam à defesa dos direitos humanos.

O evento celebrou também os 50 anos da regulamentação da psicologia como profissão no Brasil.

FONTE: REVISTA AFRO

quinta-feira, 2 de maio de 2013

SUGESTÕES PARA QUEM ESTÁ DEPRIMIDO


A depressão pode deixar até mesmo as coisas mais simples do cotidiano muito difíceis. Mas existem algumas coisas que são possíveis de serem realizadas para fazer você se sentir melhor, nem que seja pelo menos um pouco melhor.
Programe-se para fazer algum tipo de exercício físico todo dia. Isto é bom tanto para a saúde física quanto a saúde mental. Se conseguir manter uma rotina de atividade física melhor ainda, isto ajudará no controle do peso e reduzirá o nível de estresse.
  • Tente comer uma dieta balanceada e saudável todo dia. Evite fast food.
  • Há muitas técnicas de relaxamento que podem ajudar com a depressão. E também meditação, especialmente do tipo “mindfulness”, que comprovadamente ajuda no controle da doença.
  • Mantenha hábitos saudáveis de sono, o tanto quanto for possível. Determine uma rotina regular para ir dormir e acordar, garantindo que você esteja tendo tempo suficiente de sono para o cérebro descansar. Evite dormir demais. E não tire longos cochilos durante o dia, no máximo 20-30 minutos após o almoço.
  • Evite e tente reduzir o estresse, tanto em casa como no trabalho, pois ele pode aumentar os seus sentimentos de depressão.
  • Mantenha sua rotina profissional se possível, sem exagero de horas de trabalho.
  • Converse francamente com familiares sobre o que está acontecendo em sua vida. Isto pode promover uma melhora nas relações e ajudar para que tenhas suporte.
  • Evite uso de álcool ou qualquer outra substância de abuso. Os efeitos dessas substâncias no cérebro são por si só muitas vezes os responsáveis diretos por sintomas depressivos. Além de serem capazes de interferir com sua medicação.
  • Caso esteja tomando medicação evite esquecer de tomá-la!
  • E caso esteja em tratamento psicoterápico faça um compromisso com você mesmo de ir a todas as suas consultas! Isto evita faltas que ajudam a atrasar a sua melhora.
  • Seja paciente com você mesmo. Para alguém com depressão até mesmo a menor das tarefas pode parecer impossível.
FONTE: Descompressao.com